Apresentação

Bem-vindo ao Programa de Pós-Graduação em Doenças Infecciosas (PPGDI) da Ufes

As doenças infecciosas e parasitárias historicamente ocupam um papel de destaque entre as causas de morte no Brasil e no mundo. Este grupo de doenças se reveste de importância por seu expressivo impacto social e epidemiológico, tendo em vista que está diretamente associado à pobreza e à qualidade de vida, englobando doenças associadas a condições de habitação, alimentação, comportamento e higiene precárias ou inadequadas. A identificação de novos agentes infecciosos e o ressurgimento de doenças que se considerava controladas levam as \"doenças emergentes e reemergentes\" a figurarem ao lado dos efeitos do envelhecimento populacional e da violência urbana, como centro das atenções dos gestores de saúde. As chamadas doenças emergentes e reemergentes podem se comportar de forma endêmica ou epidêmica e serem determinadas por uma conjunção de fatores relacionados ao desempenho do setor de saúde, a condições ambientais, demográficas, sociais e políticas, a fatores econômicos e à migração populacional. A capacidade evolutiva e adaptativa dos microrganismos como resposta às condições favoráveis ou adversas do ambiente tem sido evidenciada por intermédio do seu potencial de causar infecções hospitalares, de desenvolver resistência a antimicrobianos e de disseminar sob a forma de epidemias e pandemias com consequências devastadoras como se vê atualmente com SARS-CoV2 (COVID-19). Diante da grande relevância desta área do conhecimento e da carência de cursos de pós-graduação stricto sensu na área da saúde no Estado do Espírito Santo, os Professores Reynaldo Dietze e Fausto Edmundo Limas Pereira em 1996 promoveram a criação do primeiro Curso de Pós-Graduação relacionado a clínica médica no Estado, intitulado de Programa de Pós-graduação em Doenças Infecciosas. Nesta oportunidade, a institucionalização da modalidade de Mestrado no Curso de Pós-Graduação foi dirigida exclusivamente à graduados em medicina. Em 2005, diante de uma demanda reprimida de postulantes ao mestrado, sobretudo, de profissionais graduados em outros cursos (Enfermagem, Farmácia, Biologia, etc.), o PPGDI passou a admitir o ingresso de profissionais formados em qualquer área das ciências da saúde. Com o seu mestrado devidamente consolidado e percebendo que grande parte dos seus egressos migravam para outros estados para realizarem o doutoramento, o PPGDI criou em 2009 o seu Curso de Doutorado para atender a uma demanda do estado e consolidar as linhas de pesquisa dos docentes que o integram. Assim, o PPGDI foi constituído norteado pelo seguinte propósito: Promover o desenvolvimento científico e tecnológico e oferecer formação científica e didático-pedagógica aos profissionais das áreas da saúde para o exercício da prática profissional avançada e transformadora visando atender as demandas sociais, organizacionais e do mercado de trabalho.
O PPGDI promoveu ao longo dos últimos anos algumas mudanças regimentais, desenvolveu processos de acompanhamentos de produção docente e discente e pactuou metas com os seus docentes. Como consequência deste processo ocorreu um aumento: 1) do corpo docente que compreende hoje 17 docentes, sendo 14 DP e 3 DC; 2) no número de docentes com bolsa de Produtividade em Pesquisa do CNPq e no seu Índice H; 3) na produção científica em relação ao quadriênio anterior; 4) no número de pós-doutorandos. Nos últimos 8 anos, participaram com o apoio da CAPES/CNPq/FINEP, FAPES, CNPq e UFES um total de 7 Pós-doutorandos no PPGDI; 5) no número de docentes com projetos financiados (mais de 70% dos docentes permanentes possui projetos financiados no quadriênio);
Para o PPGDI atingir um nível de excelência e elevar o seu conceito na Área de Medicina II da CAPES, o Programa de Pós-Graduação em Doenças Infecciosas da Universidade Federal de do Espírito Santo (PPGDI-UFES) desenvolveu seu Planejamento Estratégico considerando os objetivos a serem atingidos e o Plano de Desenvolvimento Institucional (PDI) da UFES. https://pdi.ufes.br/conteudo/missao-visao-e-valores-da-ufes-2020-2029. Alinhado com o modelo de gestão participativo e colaborativo do Programa, a realização do planejamento ocorreu com o envolvimento de professores, estudantes e consultores da área. A partir do diálogo entre os participantes foram propostas estratégias de desenvolvimento para o PPGDI.

Missão
Promover a formação de mestres e doutores com sólida base teórica, capacidade crítica e inovadora, comprometidos com o desenvolvimento científico e tecnológico e com as demandas da sociedade.
Visão
Ser um programa de pós-graduação de referência em doenças infecciosas, com inserção internacional.
Para o desenvolvimento do Planejamento Estratégico elaborou-se uma análise SWOT, a fim de identificar as oportunidades e ameaças e os pontos fortes e fracos do PPGDI.

Oportunidades
Parcerias internacionais com universidades para intercâmbio, cotutela e pesquisa;
Parcerias com universidades dos Estados Unidos da América e Europa;
Editais de órgãos de fomento voltados à internacionalização das universidades;
Financiamentos de organismos internacionais para intercâmbio e pesquisa;
Editais para professor visitante estrangeiro;
Aproximação com entidades público-privadas para financiamento de projetos específicos;
Parcerias com outras universidades brasileiras com finalidade de solidariedade e colaborações.
Ameaças
Instabilidade nas políticas governamentais de financiamento da pós-graduação;
Bolsas de mestrado e doutorado insuficientes para atender a demanda do PPGDI;
Intempestividade na divulgação das diretrizes de avaliação dos programas pela CAPES;
Variabilidade das políticas de financiamento da pesquisa por órgãos de fomento;
Restrição de recursos para financiamento da pós-graduação.
Ingresso insuficiente de estudantes no PPGDI

Pontos Fortes
Consistência das linhas e grupos de pesquisa;
A maioria dos docentes possui projetos financiados por agências de apoio científico nacionais e internacionais e desenvolvem seus estudos em colaboração com Universidades e Institutos de Pesquisa do Brasil e de outros países;
Potencial para consolidar o processo de internacionalização;
Experiência, competência e qualificação do corpo docente;
Ofertas de seminário de professores externos e/ou estrangeiros;
Renovação do quadro docente;
Integração entre a pós-graduação e a graduação;
Participação de alunos da graduação em grupos de pesquisa;
Orientação de alunos de iniciação científica;
Atração de estudantes de mestrado e doutorado de diferentes regiões do país;
Posição profissional dos egressos em entidades públicas e privadas;
Transferência de conhecimento e tecnologia por meio dos ensaios clínicos e estudos de avaliação de testes diagnósticos, fármacos e vacinas.
Pontos Fracos
Baixo número de alunos em doutorado sanduíche no exterior;
Baixo número de ingresso de alunos no doutorado;
Modesta integração/interação com a iniciativa privada;
Disciplinas ofertadas em inglês ainda insuficiente;
A distribuição de publicação qualificadas em relação ao corpo docente permanente do programa alcança ainda não é totalmente homogênea;
Baixo número de projetos de pesquisa com financiamento de agências internacionais.

Planos/Metas
Para atingir um nível de excelência e elevar o conceito na Área de Medicina II da CAPES, o PPGDI estabeleceu estratégias e metas que foram elaboradas com base no resultado da avaliação quadrienal de 2017 e na nova proposta de avaliação dos PPG pela CAPES, a saber:

Metas

1) Aumentar e equalizar o número de publicações por docente nos estratos Qualis A1 e A2;
Desafios que terão que ser superados em relação a esta meta: O cumprimento desta meta está diretamente associado as seguintes variáveis: recursos financeiros, estudantes (mestrado e doutorado) disponíveis para o desenvolvimento do estudo, resultados satisfatórios, redação e publicação do artigo científico em revista de fator de impacto equivalente aos estratos Qualis A1 e A2. Portanto, para os docentes cumprirem esta meta é necessário o esforço e empenho individual. Deverão obter financiamento de seus projetos por Agências de Fomento a Pesquisa, ou colaborar com pesquisadores ou grupos de pesquisa que viabilizem a execução de seus projetos.
2) Consolidar o processo de internacionalização;
Desafios que terão que ser superados em relação a esta meta: O êxito dessa meta depende de alguma forma bom desempenho do PPGDI no Projeto PRINT/CAPES cujo tema abordado é “Ambiente urbano de hoje e amanhã: Saúde urbana - desafios e soluções inovadoras para o controle de doenças infecciosas” e que terá duração até 2023 ou 2024 (a depender da situação da Pandemia de COVID-19). Este tema possui três objetivos: 1) Ampliar o número de projetos de pesquisa em conjunto com instituições internacionais que contribuem para o controle das doenças infecciosas emergentes e reemergentes em áreas urbanas; 2) desenvolver e aplicar estratégias para promover a mobilidade internacional de estudantes em internacionalização do currículo; 3) Fortalecer e ampliar as cooperações internacionais dos PPGs em Doenças Infecciosas, Saúde Coletiva e Biotecnologia envolvidos no tema. Diante deste fato, os docentes do Programa terão o compromisso e responsabilidade de cumprir com as 12 ações e 12 indicadores de desempenho estabelecidos no projeto e estão cientes que esta é uma grande oportunidade para consolidar o processo de internacionalização do PPGDI. No cenário atual, O PPGDI depende da dinâmica de controle da COVID-19 no Brasil e no mundo para implementar as suas ações, e espera que não haja alterações nas previsões orçamentarias definidas pela CAPES para execução do projeto.
3) Manter ou se possível ampliar o número de docentes com projetos financiados por agências de pesquisa nacional ou internacional;
Desafios que terão que ser superados em relação a esta meta: Esta meta depende da abertura de editais dirigidos à área de doenças infecciosas e inovação tecnológica pelas agências de fomento a pesquisa nacionais e internacionais e sobretudo, dependem da qualidade das propostas elaborada pelos docentes e da obtenção de financiamento. Portanto, é fundamental que os docentes elaborem projetos com elevada qualidade, originalidade e grande relevância científica e de saúde pública e estabeleçam colaborações com pesquisadores ou grupos de pesquisa consolidados.
4) Promover o ingresso de novos docentes que possuam o perfil, titulação, experiência, compatibilidade e adequação à proposta do Programa;
Desafios que terão que ser superados em relação a esta meta: O ingresso de docentes permanentes e colaboradores no PPGDI é realizado com base em seus currículos lattes levando-se em consideração o perfil, titulação, experiência, produtividade, compatibilidade com as linhas de pesquisa do Programa e de sua proposta científica para o quadriênio. Embora o PPGDI permita e valorize o ingresso de docentes com diversas origens de formação acadêmica (médicos, farmacêuticos, biólogos, dentista, biomédicos e enfermeiros), o que em tese poderia facilitar o recrutamento e ingresso de Professores UFES ligados a diversos Departamentos, isto nem sempre ocorre. Além disso, os postulantes muitas vezes não atendem às exigências estabelecidas para ingresso no Programa. Apesar destas dificuldades, no último quadriênio o PPGDI promoveu uma renovação em seu quadro de docentes em função do desligamento, aposentadoria ou falecimento de seus membros. Atualmente, quatro Professores manifestaram o interesse em ingressar no Programa, e se se bem avaliados poderão iniciar suas atividades em breve e contribuir para o cumprimento desta meta.
5) Aumentar a quantidade de teses e dissertações defendidas, em relação do corpo docente permanente e à dimensão do corpo discente.
Desafios que terão que ser superados em relação a esta meta: A CAPES considera o índice de titulação (IT), que resulta do somatório dos produtos do número de dissertações concluídas multiplicado por 1 com o do número de teses defendidas multiplicado por 3 (ambas orientadas por DP), dividido pelo número de DP. Nos programas com mestrado e doutorado, prioriza-se o número de teses em relação ao de dissertações (razão D/T inferior a 3). Nos quadriênios 2013 a 2016 e no atual quadriênio a razão D/T no PPGDI tem sido superior a 3. Vários fatores contribuem negativamente para que o PPGDI não atingisse o índice desejado, a saber: concorrência de vários Programas de Pós-Graduação no âmbito das ciências da Saúde na UFES, inaptidão dos candidatos no processo de seleção paro ingresso no Programa; sedução dos alunos recém formados no mestrado pelo mercado de trabalho privado ou público, valor baixo da bolsa quando comparado ao mercado de trabalho, interesse dos ex-alunos de mestrado do PPGDI em realizar o doutorado em Universidades de outros Estados. Porém, consideramos que um outro importante fator pode ter contribuído para não obtermos êxito, ou seja, divulgação insuficiente de nosso Programa para o público-alvo, seja no Espírito Santo ou em outros Estados. Assim, para o próximo quadriênio, pretendemos implementar ações que possam impactar favoravelmente na divulgação do Programa e consequentemente no ingresso de alunos no doutorado. Lembramos que esta ação é uma variável que depende exclusivamente do PPGDI, ao contrário da demais mencionadas acima.
6) Oficializar as atividades de extensão do PPGDI com potenciais impactos na sociedade
Embora os docentes do PPGDI desenvolvam várias atividades de extensão que ampliam a atuação do campus universitário para além das salas de aula, ou seja, a articulação prática do conhecimento científico do ensino e da pesquisa com as necessidades da comunidade onde a universidade se insere, muitos projetos não são oficializados. Diante deste fato, para que as ações de extensão do PPGDI possam ganhar maior visibilidade para a sociedade e os seus impactos possam ser reconhecidos, os docentes serão incentivados fortemente a oficializar os projetos de extensão assim como divulgar os seus resultados para sociedade por intermédio de diferentes mecanismos.

O programa tem sua sede em Vitória-ES, oferecendo o curso de Doutorado em Doenças Infecciosas desde 2009 e o curso de Mestrado em Doenças Infecciosas desde 1996 e mantém um perfil de qualificação acadêmica atestado pela CAPES, tendo recebido conceito 5 na última avaliação.

O programa já formou 185 mestres e 35 doutores e conta com 54 alunos regularmente matriculados, sendo 30 no mestrado e 24 no doutorado.

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