PREVALÊNCIA DO CÂNCER DE COLO DE ÚTERO, INFECÇÕES SEXUALMENTE TRANSMISSÍVEIS, VIOLÊNCIA FÍSICA E SEXUAL EM MULHERES QUILOMBOLAS NO NORTE DO ES

Resumo: As comunidades remanescentes de quilombos são grupos sociais cuja identidade étnica os distingue do restante da sociedade. Os quilombolas constituem cerca de 100 comunidades em todo o Estado do Espírito Santo, 35 delas localizadas no Norte do estado, nos municípios de São Mateus e Conceição da Barra, com cerca de 1.300 famílias. Além de educação e trabalho, a saúde destas populações, em especial no que diz respeito às doenças preveníveis, emerge como um grande problema, visto que eles possuem um acesso dificultado aos serviços de saúde e exposição a vários fatores e risco social.
No Brasil, o câncer de colo de útero é a terceira causa de câncer e de mortalidade mais comum nas mulheres apresentando um risco estimado, para o ano de 2016, de 15,85 novos casos para cada 100 mil mulheres. (INCA, 2015).
Os fatores de risco para o câncer de colo uterino incluem hábitos sexuais (número de parceiros sexuais ao longo da vida e recentes, início precoce), tabagismo ativo e passivo, outras IST’S (infecções sexualmente transmissíveis), uso prolongado de anticoncepcionais orais, carências nutricionais (SAIWORI; GONÇALVES; FRANCO; PINHEIRO, 2005).
A infecção pelo Papilomavírus humano (HPV) é uma infecção sexualmente transmissível (IST), e a presença do vírus é considerada causa necessária para o desenvolvimento do carcinoma do colo do útero. Baixas coberturas do exame de rastreamento e alterações na exposição aos fatores de risco para a infecção pelo HPV têm sido demonstradas nas análises da situação epidemiológica do câncer de colo do útero (AYRES; SILVA, 2010)
A violência é um problema de saúde pública a nível mundial, que necessita de ações interdisciplinares e intersetoriais para seu enfrentamento e prevenção, uma vez que acarreta danos físicos e psicológicos para o indivíduo, família e coletividade, além de custos financeiros no sistema de saúde e econômico (WHO, 2002).
Estudos evidenciam que a violência, particularmente a praticada por parceiro íntimo, está associada a mais episódios de sexo desprotegido, e consequente maior risco de adquirir Infecções Sexualmente Transmissíveis (IST). As mulheres que foram vítimas de Violência por Parceiro Íntimo (VPI), apresentaram uma maior prevalência de IST em comparação a mulheres em relações não abusivas (MITTAL; SENN; CAREY, 2011; HESS; et al., 2012)

Data de início: 2017-03-01
Prazo (meses): 12

Participantes:

Papelordem decrescente Nome
Aluno Doutorado Jerusa Araújo Dias
Aluno Mestrado Thaís Verly Luciano
Coordenador Angelica Espinosa Barbosa Miranda
Vice-Coordenador Liliana Cruz Spano
Acesso à informação
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