Aspectos Epidemiológicos e Clínicos da Paracoccidioidomicose no Estado do Espírito Santo.

Nome: Paulo Mendes Peçanha
Tipo: Dissertação de mestrado acadêmico
Data de publicação: 31/08/2012
Orientador:

Nomeordem decrescente Papel
Aloísio Falqueto Co-orientador
Mariceli Lamas de Araújo Orientador

Banca:

Nomeordem decrescente Papel
Aloísio Falqueto Coorientador
Angelica Espinosa Barbosa Miranda Examinador Interno
Bodo Wanke Examinador Externo
Fausto Edmundo Lima Pereira Suplente Interno
Mariceli Lamas de Araújo Orientador

Resumo: Em série histórica de casos de Paracoccidioidomicose, foram analisados retrospectivamente os prontuários de 546 pacientes atendidos no Hospital Universitário Cassiano Antonio Moraes da Universidade Federal do E spírito Santo - UFES, no período de 1978 a 2012. A idade dos pacientes variou de 7 a 83 anos, sendo 512 do gênero masculino e 34 do gênero feminino. Com relação à procedência, 82% eram do Espírito Santo e 18% procediam de outros estados.O mapeamento da distribuição geográfica no ES revelou maior concentração de casos em municípios situados na faixa oeste, junto a divisa de Minas Gerais. Quanto a apresentação clínica 60 (10,99%) dos pacientes eram da forma aguda/subaguda da doença, 485 (88,83%) da forma crônica e um paciente apresentou a forma subclínica. Os órgãos mais frequentemente acometidos foram os pulmões,mucosa de orofaringe,gânglios,pele e laringe. Vários outros órgãos se mostraram comprometidos com menor frequência. O diagnóstico foi firmado através de exame direto em 277 (51,0%) pacientes e biópsia com estudo histopatológico em 346 (63,49%) . As doenças infecciosas mais frequentemente associadas foram Tuberculose, A IDS, Leishmaniose e as parasitoses intestinais.Os pacientes foram tratados com sulfonamidas ou azólicos nas formas leves e moderadas e anfotericina B nas formas graves. A duração do tratamento foi analisada em 365 pacientes,sendo que,somente 146 (40%) completaram o tempo mínimo previsto de 18 meses de medicação com sulfonamidas. As sequelas mais comuns foram lesões residuais pulmonares e cicatrizes em pele e mucosas.O número de casos desta série destaca o estado do Espírito Santo como importante área endêmica de Paracoccidiodomicose no Brasil e os resultados seguem os padrões clínicos e epidemiológicos demonstrados em outras séries.

PALAVRAS CHAVES: Paracoccidiodomicose; série histórica;epidemiologia; clínica; Espírito Santo

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