AVALIAÇÃO DA EFICÁCIA DA CLARITROMICINA E DA AMICACINA NO TRATAMENTO DA INFECÇÃO EXPERIMENTAL DE CAMUNDONGOS BALB/c PELO Mycobacterium massiliense.

Nome: Débora Corona Colombo
Tipo: Dissertação de mestrado acadêmico
Data de publicação: 21/08/2012
Orientador:

Nomeordem decrescente Papel
Moises Palaci Orientador

Banca:

Nomeordem decrescente Papel
Ana Paula Ferreira Nunes Suplente Interno
Fausto Edmundo Lima Pereira Examinador Interno
Marcos Santos Zanini Examinador Externo
Moises Palaci Orientador

Resumo: Infecções nosocomiais causadas por micobactérias de crescimento rápido (MCR) têm aumentado significativamente nos últimos anos em países desenvolvidos e em desenvolvimento. No Brasil, a ocorrência de surtos de infecções por MCR foi descrita durante a última década e envolveu, na grande maioria dos casos, uma mesma cepa de M. massiliense, denominada BRA100. Essa micobactéria, assim como as demais espécies do grupo MCR, apresenta resistência a um amplo espectro de antimicrobianos, o que limita as opções terapêuticas de tratamento dos pacientes enfermos. Em razão da inexistência de ensaios clínicos que estabeleçam regimes ou esquemas terapêuticos apropriados, as diretrizes atuais para o tratamento das infecções causadas por esses microrganismos são baseadas nas atividades in vitro dos antimicrobianos e em relatos de experiências clínicas de casos. Entretanto, existem variações na correlação entre os resultados dos testes de susceptibilidade in vitro e a resposta clínica terapêutica observada, o que gera uma polêmica acerca do seu uso para fundamentar a terapia medicamentosa das infecções por MCR. Nesse contexto, realizamos este estudo para avaliar a atividade da claritromicina e da amicacina contra Mycobacterium massiliense em camundongos BALB/c infectados. A determinação das concentrações inibitórias mínimas (CIM) da claritromicina e da amicacina para o isolado de M. massiliense, obtido de um surto hospitalar ocorrido em 2007, foi realizada pelo método de microdiluição em caldo Müeller-Hinton. Para os testes in vivo, camundongos BALB/c foram infectados, via intravenosa, com aproximadamente 1-2 x 107 UFC/mL de M. massiliense. O tratamento com amicacina ou com lactobionato de claritromicina teve início um dia após a infecção. Os animais receberam diariamente, via subcutânea, 0,1 mL de lactobionato de claritromicina (50mg/kg/12h), ou 0,1 mL de amicacina (100mg/Kg/dia), durante 14 dias, e foram sacrificados 24h-48h após a administração da última dose. Baço e fígado foram removidos para determinação do peso e contagem do N° de UFC (log10) por órgão. Os nossos resultados demonstraram atividade in vitro da claritromicina e da amicacina contra o isolado de M. massiliense. O tratamento de camundongos BALB/c com claritromicina impediu a evolução da hepatoesplenomegalia, bem como a formação de lesões granulomatosas durante os 15 dias de infecção com M. massiliense. Apesar disso, a claritromicina e mesmo a amicacina não foram eficientes na redução da população bacteriana de M. massiliense nos órgãos. A susceptibilidade in vitro das bactérias isoladas dos órgãos dos camundongos tratados com lactobionato de claritromicina ou com amicacina e dos camundongos controles foi determinada e demonstrou que não houve o desenvolvimento de resistência induzível a esses antimicrobianos durante o tratamento. Em conclusão, não houve correlação entre as atividades in vitro e in vivo da claritromcina e da amicacina contra M. massiliense.

PALAVRAS CHAVES: Mycobacterium massiliense, tratamento, camundongos.

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