Strongyloides stercoralis e infecção pelo HIV: prevalência em pacientes HIV positivos em Vitória,ES, e revisão sistemática dos casos de estrongiloidíase grave em pacientes com HIV/AIDS.

Nome: Flávio Lofêgo Gonçalves
Tipo: Dissertação de mestrado acadêmico
Data de publicação: 12/08/2011
Orientador:

Nomeordem decrescente Papel
Fausto Edmundo Lima Pereira Orientador

Banca:

Nomeordem decrescente Papel
Fausto Edmundo Lima Pereira Orientador
Reynaldo Dietze Examinador Interno
Rita Elizabeth Checon de Freitas Silva Suplente Interno

Resumo: Os dados sobre prevalência de Strongyloides stercoralis em pacientes HIV positivos são discordantes, tanto no Brasil como em outros países; apesar da profunda imunodeficiência, estrongiloidíase disseminada ocorre casualmente em pacientes com HIV/AIDS, mas não se conhecem os fatores que a desencadeiam. Objetivos (a) Avaliar a prevalência de S. stercoralis em pacientes HIV positivos atendidos no Hospital Universitário C A Moraes no período 2009-2011 e comparar com a prevalência em amostras do mesmo; (b) Investigar fatores que possam estar associados à maior prevalência do Strongyloides, especialmente o uso abusivo do etanol; (c) Rever a mortalidade por AIDS no Espírito Santo entre 1996 e 2010 para identificar óbitos relacionados ao Strongyloides; (d) Rever os casos publicados de estrongiloidíase disseminada em pacientes com AIDS, publicados desde o início da epidemia. Métodos Exame parasitológico de fezes, pelo método de sedimentação espontânea no laboratório de rotina do Hospital. Investigação de hábitos e condições de vida (uso de calçado, tipo de ocupação, uso de água tratada e esgoto sanitário e uso abusivo de etanol (> 80 g/dia de etanol). Revisão dos certificados de óbitos ocorridos entre 1996 e 2010, com identificação dos óbitos por AIDS e dos óbitos relacionados ao Strongyloides. Revisão sistemática de todos os casos de estrongiloidíase grave em pacientes com AIDS, publicados em periódicos indexados no Pubmed. Resultados A prevalência de S. stercoralis em 167 pacientes HIV positivos (13/167; 7,78%; IC 95% 3,7-11,7) não diferiu significativamente da prevalência em pacientes HIV negativos no mesmo Hospital, no mesmo período (9/220; 4,1%; IC 95% 1,5-6,8). Nos pacientes HIV positivos, alcoolistas, a prevalência foi significativamente maior do que nos HIV positivos não alcoolistas (respectivamente, 7/42, 16% e 6/123, 4,8%; p=0,044) e do que nos HIV negativos atendidos no mesmo Hospital (respectivamente 7/42, 16% e 26/491, 5,3% p=0,010). A análise dos óbitos por AIDS não revelou nenhum óbito associado ao Strongyloides no período avaliado. Na revisão da literatura não se encontrou, além da imunodeficiência (LT CD4 baixo), outros fatores que estivessem associados a disseminação do parasita, explicando-a na maioria dos casos. Conclusão: A prevalência do Strongyloides é semelhante em HIV+ e HIV-, diferindo significativamente quando o fator etilismo esta presente. Na análise sistemática dos casos publicados de hiperinfecção ou disseminação do Strongyloides, nenhum fator, além da imunodeficiência, foi relatado em grande número de casos, que pudesse explicar o agravamento da parasitose.
Palavras-chaves: Strongyloides stercoralis; HIV; AIDS; alcoolismo.

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