Comparação de técnicas coproparasitológicas para o diagnóstico de protozoários e helmintos intestinais de importância médica.

Nome: Steveen Rios Ribeiro
Tipo: Dissertação de mestrado acadêmico
Data de publicação: 18/03/2011
Orientador:

Nomeordem decrescente Papel
Cinthia Furst Leroy Gomes Bueloni Orientador

Banca:

Nomeordem decrescente Papel
Cinthia Furst Leroy Gomes Bueloni Coorientador
Fausto Edmundo Lima Pereira Orientador
Naftale Katz Examinador Externo
NARCISA IMACULADA BRANT MOREIRA Suplente Interno
Reynaldo Dietze Examinador Interno

Resumo: Introdução. O diagnóstico de parasitoses intestinais pode ser realizado por diferentes técnicas de Exame Parasitológico de Fezes (EPF), cada uma com vantagens e desvantagens de acordo com o parasito a ser identificado. Objetivos. Comparar técnicas tradicionais de EPF (Sedimentação Espontânea em Tubo, Kato-Katz e Baermann-Moraes) com técnicas mais sofisticadas (cultura de fezes, detecção de coproantígenos e PCR) e dois kits comerciais disponíveis no Brasil (Paratest® e TF-Test®). Material e Métodos. Amostras de fezes de 160 indivíduos, totalizando 356 amostras, foram analisadas por técnicas tradicionais de EPF (Sedimentação Espontânea em Tubo, Kato-Katz e Baermann-Moraes), cultura de fezes frescas e de sedimento de fezes, técnicas para detecção de coproantígenos nas fezes, PCR para detecção e diferenciação de Entamoeba do complexo histolytica/dispar e dois kits comerciais disponíveis no Brasil (Paratest® e TF-Test®). Resultados. A técnica de Sedimentação Espontânea em Tubo teve melhor sensibilidade (80,43% das ocorrências) para o diagnóstico de ovos e larvas de helmintos nas fezes. O Kato-Katz foi melhor para identificação de ovos do S. mansoni (100% das ocorrências). Já o método de Baermann-Moraes detectou larvas de Strongyloides stercoralis de modo semelhante á sedimentação espontânea. Para o diagnóstico de G. lamblia, Cryptosporidium spp e E. histolytica, os kits de coproantígenos demonstraram melhor sensibilidade. A cultura de fezes mostrou excelentes resultados para identificação de Blastocystis hominis. O PCR conseguiu identificar e diferenciar as amebas do complexo E. histolytica/E. dispar. Os dois kits comerciais apresentaram sensibilidade mais baixa do que a Sedimentação Espontânea em Tubo para o diagnóstico de helmintos, mas o Paratest® foi a técnica que demonstrou melhor sensibilidade para protozoários (66,66% das ocorrências). Conclusão. Para o diagnóstico de helmintos o método de Sedimentação Espontânea em Tubo foi o que mostrou melhor resultado, exceto para detecção de ovos de S. mansoni, melhor detectados pelo Kato-Katz. Os kits de detecção de coproantígenos foram melhores para diagnóstico de G. lamblia, Cryptosporidium spp e E. histolytica. Entretanto, o kit para diagnóstico de E. histolytica não detecta a espécie E. dispar, melhor identificada pelo PCR. Os kits comerciais (Paratest® e TF-Test®), apesar de facilitarem a coleta e conservação da amostra, têm menor sensibilidade do que a Sedimentação Espontânea em Tubo.
PALAVRAS-CHAVE: Exame Parasitológico de Fezes; Parasitos intestinais; Schistosoma mansoni.

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