Levantamento soroepidemiológico e isolamento do Toxoplasma gondii em galinhas caipiras (Gallus galus domesticus) no Estado do Espírito Santo, Brasil.

Nome: Marcus Alexandre Vaillant Beltrame
Tipo: Dissertação de mestrado acadêmico
Data de publicação: 24/05/2010
Orientador:

Nomeordem decrescente Papel
Fausto Edmundo Lima Pereira Orientador

Banca:

Nomeordem decrescente Papel
Blima Fux Suplente Interno
Elenice Moreira Lemos Examinador Interno
Fausto Edmundo Lima Pereira Orientador
Hilda Fátima de Jesus Pena Examinador Externo

Resumo: Introdução. A prevalência de infecção pelo Toxoplasma gondii em galinhas caipiras varia nas diferentes regiões e não se conhece a prevalência do protozoário em galinhas de criação artesanal no Espírito Santo. Objetivo. Estudar a prevalência da infecção com T. gondii em galinhas caipiras de diferentes municípios do E. Santo. Métodos. Pesquisa de anticorpos anti-Toxoplasma gondii no soro em 510 galinhas provenientes de oito municípios do E. Santo, utilizando um teste comercial de hemaglutinação indireta (HAI) e o teste de aglutinação modificado (MAT). Em 64 aves com anticorpos anti-Toxoplasma no soro foi testando o isolamento do protozoário através da inoculação de macerado de músculo, coração e encéfalo, previamente digerido com pepsina, na cavidade peritoneal de camundongos. Questionários foram aplicados em cada propriedade para se avaliar as condições de criação das galinhas e o conhecimento dos proprietários e moradores sobre o parasita e a doença. Resultados. A prevalência geral de anticorpos anti-Toxoplasma em 510 galinhas caipiras foi de 40,4% (IC 95%: 36,1-44,7) pela HAI e 38,8% (IC 95%: 34,6-43) pelo MAT. Maior prevalência foi observada nos municípios do Norte do Estado (Colatina e Linhares; respectivamente, 73 e 40%). Foi isolado o parasita em 50 (78,1%; IC 95%: 73,2-84) das 64 galinhas submetidas ao bioensaio (em 48, o parasita foi isolado na cavidade peritoneal e, em duas, houve soro conversão). Nos 48 animais em que o parasita foi recuperado, houve alto índice de mortalidade, entre 10 e 31 dias após inoculação. As observações sobre as condições das propriedades mostraram presença de gatos em promiscuidade com as galinhas e o frequente hábito de alimentar esses animais com restos do abate de galinhas. Conclusões. (a) A prevalência de infecção com T. gondii em galinhas caipiras em nosso meio é alta, semelhante à observada em outras regiões do Brasil; (b) a alta mortalidade dos camundongos no bioensaio para isolamento do parasita é um indicador indireto de patogenicidade das cepas isoladas; (c) o método de HAI utilizando kit comercial teve concordância de 82% com o MAT, o que pode recomendá-lo para testes de rastreamento porque é mais econômico e de mais fácil execução; (d) em todas as propriedades visitadas havia gatos soltos e, na maioria delas, em promiscuidade com as aves e demais espécies; (e) grande parcela dos entrevistados desconhecem a toxoplasmose e a possibilidade das carnes, verduras e gato serem fontes de infecção.
Palavras-chave: Toxoplasmose, Toxoplasma gondii, galinhas caipiras, sorologia, isolamento, bioensaio.

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