Análise da produção de biofilme em amostras de Staphylococcus epidermidis hospitalares e da comunidade por diferentes métodos.

Nome: Thais Dias Lemos Kaiser
Tipo: Dissertação de mestrado acadêmico
Data de publicação: 24/02/2010
Orientador:

Nomeordem decrescente Papel
Ana Paula Ferreira Nunes Orientador

Banca:

Nomeordem decrescente Papel
Ana Paula Ferreira Nunes Orientador
Angelica Espinosa Barbosa Miranda Suplente Interno
Ethel Leonor Noia Maciel Coorientador
Liliana Cruz Spano Examinador Interno
Ricardo Pinto Schuenck Examinador Externo

Resumo: Staphylococcus epidermidis é a causa freqüente de infecções relacionadas a cateter por sua habilidade em formar biofilme, mas também pode estar presente como colonizador de pele e mucosas. Assim, é de crucial importância a diferenciação entre cepas colonizadoras e as responsáveis pela infecção e por isso a produção de biofilme tem sido sugerida como um marcador capaz de diferenciar tais cepas podendo auxiliar no diagnóstico das bacteriemias verdadeiras. Entretanto, poucos trabalhos são conclusivos a esse respeito devido, principalmente, a falta de uma metodologia capaz de estimular a produção de biofilme entre amostras de S. epidermidis. O objetivo dessa pesquisa foi verificar e comparar a capacidade de produção de biofilme entre amostras de S. epidermidis isoladas de pacientes hospitalizados e indivíduos da comunidade utilizando os métodos de Aderência ao Vidro (TAV), Teste de Aderência ao Poliestireno (TAP), Subcultivo em Agar Vermelho Congo (AVC) e PCR para os genes icaADB e mecA, e propor uma modificação na formulação do AVC. Das 104 amostras hospitalares, 48 (46,2%) e 80 (76,9%) possuíam os genes icaADB e mecA, respectivamente. Nas 106 amostras comunitárias os genes icaADB e mecA foram encontrados em 28 (26,4%) e 15 (14,1%). No teste de Triagem Oxacilina, 89 (98,7%) amostras hospitalares e 6 (40%) amostras comunitárias com o mecA foram resistentes a oxacilina. Os testes fenotípicos para produção de biofilme mostraram diferenças quanto a seus resultados, e os percentuais de correlação com a PCR foram 52,6%, 40,8%, 51,3% e 14,5% para o TAV, TAP, Cultivo AVC aerobiose (24h) e AVC microaerofilia (24h), respectivamente. A adição de vancomicina no AVC (AVCvc) promoveu os melhores resultados com 82,9% de correlação com a PCR. Nossos resultados sugerem que o ambiente hospitalar favorece a seleção de cepas de S. epidermidis resistentes a oxacilina e com maior capacidade de produção de biofilme e que é de grande relevância o uso de métodos mais acurados como o AVCvc, que mostrou ser uma ferramenta promissora para complementar no diagnóstico e na definição do real papel do S. epidermidis no processo infeccioso.
Palavras-chave: Staphylococcus epidermidis, biofilme, vancomicina, comunidade, infecção hospitalar.

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