Caracterização Clínica, Epidemiológica e Imunológica da Recidiva da Hanseníase no Estado do Espírito Santo.

Nome: Karina Demoner de Abreu Sarmenghi
Tipo: Dissertação de mestrado acadêmico
Data de publicação: 24/04/2009
Orientador:

Nomeordem decrescente Papel
Rodrigo Ribeiro Rodrigues Orientador

Banca:

Nomeordem decrescente Papel
Marcelo Távora Mira Examinador Externo
Reynaldo Dietze Examinador Interno
Rodrigo Ribeiro Rodrigues Orientador
Sinésio Talhari Examinador Externo

Resumo: Introdução: Recidiva da hanseníase acontece nos pacientes tratados regularmente, com os esquemas oficiais vigentes e que receberam alta por cura, mas após um período de incubação reaparecem com a doença. Objetivos: 1) Determinar a freqüência da recidiva da hanseníase no Estado do Espírito Santo e 2) Avaliar os níveis séricos de citocinas Th-1 e Th-2 (TNF-, IFN-, IL-2, IL-4, IL-5 e IL-10) e das quimiocinas (CCL2/MCP-1, CCL10/IP-10, CXCL9/MIG, CCL5/RANTES e CXCL8/IL-8) nos pacientes com recidiva. Métodos: Estudo caso-controle de 45 pacientes com recidiva de hanseníase e 19 controles (sem a doença) anteriormente tratados para hanseníase selecionados através do SINAN. Foram descritas as características clínicas e epidemiológicas do diagnóstico inicial dos casos e dos controles e na recidiva dos casos: idade, sexo, forma clínica, resultado da baciloscopia, comunicante de hanseníase, ocorrência de reação, esquema terapêutico e resultado do teste ML Flow verificando-se a associação entre as variáveis através do cálculo do Odds Ratio, intervalo de confiança de 95% e valor de p. Resultados: A mediana da idade foi de 44 anos, o sexo masculino representou 64,4% dos casos, 35 pacientes foram diagnosticados após cinco anos da alta do primeiro diagnóstico e 40 casos apresentavam a forma clínica dimorfa. Os pacientes paucibacilares produziram mais TNF- e IFN- do que os multibacilares com índice baciloscópico positivo. Os níveis séricos da IL-2, IL-4, IL-5 e IL-10 não diferiram entre os grupos paucibacilar e multibacilar. A avaliação dos níveis séricos das quimiocinas foi elevada nos multibacilares quando comparada aos paucibacilares. Conclusões: A freqüência da recidiva foi de 2,41%; os níveis das citocinas TNF- e IFN- corroboraram os dados da literatura em relação aos pacientes com hanseníase nunca tratados, o mesmo não foi verificado nos níveis das IL-2, IL-4, IL-5 e IL-10.
PALAVRAS-CHAVES: hanseníase, recidiva, citocinas, imunologia

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