Criptococose: Aspectos Clínicos e Laboratoriais.

Nome: Conceição Ferreira Pinto Ribeiro
Tipo: Dissertação de mestrado acadêmico
Data de publicação: 18/12/2006
Orientador:

Nomeordem decrescente Papel
Fausto Edmundo Lima Pereira Orientador
Mariceli Lamas de Araújo Orientador

Banca:

Nomeordem decrescente Papel
Arnaldo Lopes Colombo Examinador Externo
Mariceli Lamas de Araújo Orientador
Reynaldo Dietze Examinador Interno

Resumo: Criptococose é reconhecida como a infecção fúngica oportunista mais comum com ameaça a vida de pacientes imunocomprometidos, particularmente daqueles infectados com o vírus da imunodeficiência humana (HIV). O objetivo geral desta pesquisa foi conhecer os aspectos clínicos, microbiológicos e epidemiológicos da criptococose na população de pacientes atendidos no HUCAM. Foram registrados 48 episódios de criptococose e foi possível o acesso ao prontuário de 43 pacientes, dos quais os dados foram coletados segundo um protocolo padronizado, armazenados e analisados pelo programa estatístico SPSS 11.0 para Windows . Os pacientes com criptococose eram 72% HIV-pos e 23% HIV-neg e 5% com a condição imune não informada. Pacientes HIV-pos tinham média de 76 células T CD4+ /L e 65% deles estavam em uso de terapia anti-retroviral. Entre os pacientes HIV-neg, a condição predisponente mais comum foi o uso de corticosteróides (40%). Os sinais e sintomas mais freqüentes da criptococose foram febre (70%), cefaléia (68%) e vômitos (51%). Meningoencefalite foi a manifestação clínica mais freqüente (71%), seguida por fungemia (42%). Pesquisa de antígeno polissacarídico no soro e no LCR foi positiva em 100% e 95% dos casos de criptococose, respectivamente e cultura foi positiva em 97% das amostras de LCR e 95% das amostras de sangue. As espécies isoladas foram C. neoformans (93%) e C. gattii (7%) sendo esta, isolada de 67% de pacientes HIV-neg e 33% de paciente com condição imune desconhecida. Monoterapia antifúngica de indução foi com AMB (94%) ou FCZ (6%) e para terapia de consolidação foram utilizados AMB (42%) ou FCZ (46%). O índice de mortalidade foi 47% do total de pacientes e de 40% entre os pacientes sob terapia antifúngica. Perfil de suscetibilidade às drogas antifúngicas anfotericina B, fluconazol, itaconazol e voriconazol foi determinado pelo método Etest e mostrou que 100% dos isolados de ambas as espécies foram sensíveis à AMB e VCZ. Para FCZ 80% foram S, 18% foram SDD e 2% foram R. Para ITZ 82% foram S e 18% SDD. Houve correlação entre cepas SDD para FLZ e evolução de pacientes para recidivas ou óbito. A discordância maior foi para cepas S a AMB que foram relacionadas a 47% e a 30% dos óbitos ocorridos durante as fases de terapia antifúngica de indução e de consolidação, respectivamente .
Palavras-chaves: Criptococose; Cryptococcus neoformans; Cryptococcus gattii; Meningoencefalite; Fungemia.

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