ASPECTOS ECOEPIDEMIOLÓGICOS E AVALIAÇÃO DAS AÇÕES DE VIGILÂNCIA DA DOENÇA DE CHAGAS NO ESPÍRITO SANTO
Nome: STEFANIE BARBOSA POTKUL SOARES
Data de publicação: 21/05/2025
Banca:
| Nome |
Papel |
|---|---|
| BLIMA FUX | Presidente |
| CLÉBER GALVÃO | Examinador Externo |
| DANIEL CLAUDIO DE OLIVEIRA GOMES | Examinador Interno |
| EDSON OLIVEIRA DELATORRE | Examinador Interno |
| ELISA VIANA | Examinador Externo |
Resumo: A doença de Chagas, uma infecção crônica e potencialmente fatal causada pelo protozoário Trypanosoma cruzi. Este estudo tem como objetivo, identificar fatores ecológicos e epidemiológicos associados à distribuição de triatomíneos no estado do Espírito Santo (ES), com vistas ao aprimoramento da vigilância entomológica e epidemiológica. Para a avaliação dos aspectos ecológicos foi realizada modelagem de nicho ecológico das espécies de triatomíneos do ES, registradas entre 2004 e 2022. Além disso, foi realizada a produção de um mapa de risco para transmissão vetorial no estado. Para análise da situação epidemiológica do estado foi feita uma análise descritiva dos casos confirmados de doença de Chagas. Os dados foram coletados por meio do SINAN (Sistema de Informação de Agravos de Notificação) e SESA (Secretaria de Estado da Saúde do Espírito Santo), entre 2001 e 2023. Também foi feita uma análise das ações da vigilância da doença de Chagas por meio da aplicação de um questionário aos gestores, agentes de combate a endemias e agentes comunitários de saúde de alguns municípios do estado. Com relação a modelagem, os mapas identificaram alta adequação para a maioria das espécies nas regiões Metropolitana e Sul do ES. A avaliação de risco destacou áreas de risco significativas correspondentes às localizações desses casos, indicando que a maioria das regiões do ES apresenta maior risco de presença de Panstrongylus megistus e Triatoma vitticeps. Foram registrados 65 casos de doença de Chagas no Espírito Santo entre 2001 e 2023. Do total de casos: 36,9% eram autóctones, 29,2% importados e 33,3% considerados indeterminados quanto ao local de infecção. Quanto aos resultados dos questionários foi observado que a maioria dos profissionais de saúde possuem pouco conhecimento sobre a doença de Chagas e não realizaram ações de vigilância relacionada à doença. A maioria dos gestores afirmou não haver plano de trabalho que vise a implementação de ações de vigilância contra a doença de Chagas. Estas conclusões fornecem informações cruciais para melhorar a vigilância epidemiológica e entomológica regional e informar estratégias específicas de controle de vetores.
