Pesquisa de "Mycobacterium leprae" em tatus selvagens da espécie "Dasypus novemcinctus" do estado do Espírito Santo.

Nome: João Marcelo Azevedo de Paula Antunes
Tipo: Dissertação de mestrado acadêmico
Data de publicação: 05/11/2007
Orientador:

Nomeordem decrescente Papel
Patrícia Duarte Deps Orientador

Banca:

Nomeordem decrescente Papel
Marcos da Cunha Lopes Virmond Examinador Externo
Patrícia Duarte Deps Orientador
Paulo César Amaral Ribeiro da Silva Examinador Interno

Resumo: Introdução: Mycobacterium leprae foi a primeira bactéria a ser indicada como agente etiológico de uma doença infecciosa. A hanseníase permanece até os dias de hoje uma doença enigmática e que não é completamente entendida. A identificação do M. leprae é difícil, particularmente por sua inabilidade de cultivo in vitro. Pacientes multibacilares são as principais fontes do bacilo. A transmissão natural da hanseníase entre tatus foi descrita pela primeira vez em 1975, no sudeste dos EUA. Esta descoberta sugeriu a possibilidade do tatu-galinha desenvolver uma função na transmissão da hanseníase em humanos. A procura dos reservatórios da hanseníase é a principal estratégia para eliminação da doença, tal como os pacientes multibacilares e as fontes ambientais. Então, realizou-se um estudo de prevalência em 69 tatus selvagens da espécie Dasypus novemcinctus, capturados no estado do Espírito Santo, no período de julho de 2004 a julho de 2005. Objetivos: Procurou-se avaliar a presença do M. leprae nos tatus da espécie D. novemcinctus no estado do Espírito Santo, através de achados de sinais clínicos de infecção na necropsia e na técnica de PCR, utilizando dois pares de primers: 18 kDa e ML1/ML2, bem como avaliar e comparar os dois pares de primers utilizados para a detecção da infecção. Métodos: Após anestesiados, os tatus foram pesados, definidos os sexos, submetidos ao exame clínico e coleta de fragmento de tecidos para a técnica de PCR. Sessenta e cinco tatus foram necropsiados e fragmentos de fígado, baço, cérebro e linfonodos foram analizados pela técnica de PCR. Resultados e Conclusões: Em 95% dos animais estudados foi evidenciado pelo menos um sinal clínico da hanseníase. Através da técnica de PCR foi detectada 6% (4 animais) de positividade na pesquisa de DNA de M. leprae, utilizando os primers ML1/ML2. Dos 4 animais positivos no PCR convencional, somente dois permaneceram positivos pela técnica de Real Time PCR e confirmados pelo seqüenciamento. O método diagnóstico mais sensível para detecção de M. leprae foi o PCR, utilizando os pares de primers ML1/ML2. Estes resultados sugerem a infecção adquirida naturalmente nos tatus da espécie D. novemcinctus no estado do Espírito Santo, Brasil.
PALAVRAS-CHAVES: Tatus; Dasypus novemcinctus; Mycobacterium leprae; Hanseníase, Espírito Santo; Brasil.

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