Efeitos do jejum agudo ou do jejum intermitente na evolução da peritonite bacteriana induzida por ligadura e punção do ceco ou por injeção intra-peritoneal de suspensão fecal em camundongos.

Nome: Fernando Antonio Martins Bermudes
Tipo: Dissertação de mestrado acadêmico
Data de publicação: 06/07/2007
Orientador:

Nomeordem crescente Papel
Fausto Edmundo Lima Pereira Orientador

Banca:

Nomeordem crescente Papel
Reynaldo Dietze Examinador Interno
Fausto Edmundo Lima Pereira Orientador
Dan Linetzky Waitzberg Examinador Externo

Resumo: Introdução. Jejum prolongado não é infrequente na prática médica e períodos intermitentes de jejum vêm sendo estudados como intervenção terapêutica para algumas doenças. Períodos intermitentes de jejum induzem aumento da longevidade e da resistência ao estresse em roedores. No entanto, pouco se conhece sobre o efeito dessas manipulações de dieta na evolução de infecções. Objetivos. Estudar a evolução de peritonite fecal em camundongos após jejum de 72 horas ou após períodos de jejuns intermitentes. Material e Métodos. Camundongos foram submetidos a jejum de 72 h e em seguida à ligadura e punção do ceco ou à injeção intra-peritoneal de fezes (diluídas a 1:6 ou a 1:9). Camundongos submetidos a jejum intermitente de três dias a cada duas semanas ou em dias alternados, durante quatro meses, foram submetidos a peritonite por injeção intra-peritoneal de fezes com as mesmas diluições. Foi avaliada a mortalidade até duas semanas, quando os animais foram sacrificados para contagem e mensuração dos abscessos intra-peritoneais. Os abscessos recebiam os valores 1, 2 ou 3 conforme tivessem até 2, de 2 a 5 ou acima de 5 mm de diâmetro, respectivamente. Um escore para cada animal foi calculado pela soma dos valores obtidos da multiplicação do número de abscessos pelo valor atribuído ao seu tamanho. Animais controle, mantidos em dieta ad libitum, pareados por idade e sexo, foram submetidos aos mesmos procedimentos. Resultados. Nos animais submetidos ao jejum agudo ou intermitente, as manifestações do choque séptico foram sempre mais precoces e mais graves, com maior mortalidade nas primeiras 48 h, embora nem sempre a diferença na sobrevivência (Kaplan-Meyer) tenha sido significativa. Nos sobreviventes, o escore dos abscessos era significativamente menor nos grupos submetidos a jejum, especialmente quando a peritonite fecal era induzida por injeção mais diluída de fezes (1:9), com menor mortalidade. Conclusões. Os resultados mostram que o jejum agudo ou o jejum intermitente aumentam a susceptibilidade ao choque endotóxico, mas aumenta resistência às bactérias, demonstrada pela menor extensão dos abscessos peritoneais formados.
PALAVRAS-CHAVES: jejum; jejum intermitente; peritonite fecal; choque endotóxico; camundongo.

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