Perfil fenotípico de células mononucleares do sangue periférico de pacientes portadores de febre do dengue em diferentes fases da doença.

Nome: Bianca Bortolini Merlo
Tipo: Dissertação de mestrado acadêmico
Data de publicação: 14/06/2007
Orientador:

Nomeordem decrescente Papel
Elenice Moreira Lemos Orientador

Banca:

Nomeordem decrescente Papel
Elenice Moreira Lemos Orientador
Fausto Edmundo Lima Pereira Examinador Interno
Olindo Assis Martins Filho Examinador Externo

Resumo: O objetivo deste trabalho foi avaliar aspectos da resposta imune celular em pacientes portadores de FD em diferentes estágios da doença. Amostras de sangue periférico de 22 pacientes, portadores de FD, foram coletadas em três fases da doença: fase aguda, Dia 0 (até 48 horas após o início dos sintomas), fase de convalescença, Dia 7 (uma semana após a primeira coleta) e fase pós-cura, Dia 60 (60 dias após a primeira coleta). As células mononucleares do sangue periférico foram marcadas com anticorpos específicos para diferentes populações e subpopulações celulares, e marcadores de ativação, CD25, CD69 e HLA-DR. Os resultados revelaram que os pacientes portadores de FD em todas as fases da doença, mas principalmente na fase aguda, apresentaram menor número de plaquetas. Foi também observado, na fase aguda da doença, um menor número de leucócitos circulantes, com diminuição do número de neutrófilos, monócitos e linfócitos. A análise de subpopulações de linfócitos revelou que a diminuição do número dessas células era devido ao menor número de linfócitos B, T CD4+ e T CD8+. A análise de células NK mostrou que pacientes, na fase aguda da doença, apresentaram um menor número destas células mas, com uma maior porcentagem de células NK na população de linfócitos totais. Com relação ao estado de ativação das células os dados revelaram que, na fase aguda da doença, os pacientes apresentaram maior porcentagem de T CD4+ e T CD8+ expressando CD69, com aumento mais pronunciado em linfócitos T CD8+. Além disso, foi demonstrada uma maior porcentagem de linfócitos T CD4+HLA-DR+ e TCD4+CD25+, na fase aguda da doença e uma maior porcentagem de linfócitos T CD8+HLA-DR+ na fase de convalescença. A análise de associação, entre parâmetros hematológicos e o fenótipo das células mononucleares do sangue periférico com a presença de sinais e sintomas, da doença revelou que pacientes com doença mais grave apresentaram um menor percentual de linfócitos CD8+HLA-DR+ em relação aos pacientes com doença branda. Em relação aos demais parâmetros avaliados, não encontrou-se nenhuma diferença entre os dois grupos avaliados. Em suma, os dados sugerem que a resposta imune do hospedeiro é importante para a eliminação do vírus. Entretanto, estudos adicionais ainda são necessários para avaliar a influência da resposta imune na patogênese da infecção pelo vírus Dengue.
PALAVRAS-CHAVES: Dengue; Imunopatologia; Células T4; Leucócitos

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