Estudo da variabilidade genética de isolados de Leishmania (Leishmania) chagasi provenientes de diferentes regiões geográficas do Brasil.

Nome: Marcela Segatto do Carmo
Tipo: Dissertação de mestrado acadêmico
Data de publicação: 20/12/2007
Orientador:

Nomeordem decrescente Papel
Elenice Moreira Lemos Orientador

Banca:

Nomeordem decrescente Papel
Célia Maria Ferreira Gontijo Examinador Externo
Elenice Moreira Lemos Orientador
Reynaldo Dietze Examinador Interno

Resumo: Devido à grande importância clínica da leishmaniose visceral (LV) no Brasil e à falta de conhecimento acerca das características genéticas de seu agente etiológico, a proposta deste trabalho foi avaliar a variabilidade genética de isolados de L. (L.) chagasi provenientes de diferentes regiões geográficas do Brasil. Inicialmente, todos os isolados estudados foram identificados por PCR-RFLP, como L. (L.) chagasi. A diversidade genética entre esses parasitos foi avaliada utilizando 3 métodos moleculares: RAPD, SSR-PCR e MLMT. Os resultados de RAPD e SSR-PCR apresentaram perfis complexos, permitindo a análise de 181 bandas. Apesar de pequenas diferenças, a topologia geral das árvores obtidas com os dados de ambas as técnicas foram muito semelhantes, demonstrando a existência de maior similaridade genética entre isolados de populações, geograficamente, vizinhas. Embora tenha sido observada uma distribuição dos isolados de acordo com sua origem geográfica, a distância genética entre os mesmos revelou uma baixa variabilidade intra-específica. Nos resultados de MLMT 16, dos 54 isolados de L. (L.) chagasi, apresentaram variantes alélicos, a combinação dessas variantes resultou em 8 genótipos diferentes. Não foi possível, com a utilização dessa técnica, correlacionar a presença de genótipo à determinada região geográfica, exceto para os isolados do Espírito Santo. A taxa de heterozigose estimada a partir dos resultados da SSR-PCR e os diferentes genótipos gerados pela MLMT sugeriram uma maior variabilidade entre os isolados caninos, apesar do pequeno número de amostras. Ainda assim, os perfis genéticos obtidos entre isolados caninos e humanos foram muito semelhantes. Em resumo, os resultados mostraram-se bastante promissores. Entretanto, estudos adicionais para avaliar um maior número de regiões geográficas, e de isolados por região, são necessários para a compreensão do papel dos hospedeiros, reservatórios e vetores na geração e manutenção da diversidade genética. Além disso, esses estudos permitiriam avaliar a existência de correlação entre a variabilidade intra-específica e resistência às drogas ou diferentes manifestações clínicas da LV.
PALAVRAS-CHAVES: L. (L.) chagasi. Variabilidade genética. RAPD. SSR-PCR. MLMT.

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