Identificação polifásica e diversidade genética de Sporothrix spp. isolados de humanos e felinos no estado do Espírito Santo.

Nome: ISABELA DA CRUZ BAHIENSE ROCHA
Tipo: Dissertação de mestrado acadêmico
Data de publicação: 29/07/2022
Orientador:

Nomeordem decrescente Papel
SARAH GONCALVES TAVARES Orientador

Banca:

Nomeordem decrescente Papel
CREUZA RACHEL VICENTE Examinador Interno
PATRICIO CHRISTIAN GODOY MARTÍNEZ Examinador Externo
SARAH GONCALVES TAVARES Orientador

Resumo: CRUZ BAHIENSE ROCHA, I. Identificação polifásica e diversidade genética de Sporothrix spp. isolados de humanos e felinos no estado do Espírito Santo. Dissertação (mestrado). Vitória: Universidade Federal do Espírito Santo, 2022. 100p.
A esporotricose é uma infecção fúngica subcutânea que afeta humanos e animais causada por espécies do gênero Sporothrix spp. Informações sobre a diversidade genética e estrutura populacional do patógeno são necessárias para traçar estratégias eficazes para enfrentar o avanço da esporotricose em áreas endêmicas. O objetivo do estudo foi avaliar a diversidade genética e estrutura da populacional das espécies de Sporothrix no estado do Espírito Santo, a fim de compreender melhor a sua epidemiologia, distribuição, diversidade e explorar as possíveis rotas de transmissão envolvidas nos surtos em andamento. Neste estudo, foram investigadas 262 amostras, sendo 142 provenientes de humanos e 120 de felinos. Os isolados foram identificados de acordo com as características morfológicas (macro e micromorfologia) e moleculares. Em seguida, foi realizada a extração do DNA fúngico e aplicada a técnica de PCR espécie-específica utilizando marcadores direcionados ao gene da calmodulina. Os idiomorfos sexuais foram identificados por PCR mating-type utilizando iniciadores direcionados aos loci MAT1-1 e MAT1-2. A técnica de polimorfismo no comprimento de fragmentos amplificados (AFLP) foi aplicada para compreender melhor a dinâmica da doença, variabilidade genética e origem dos isolados testados. Por fim, foi realizado o teste de susceptibilidade aos antifúngicos seguindo o protocolo M32-A2 do CLSI, frente aos antifúngicos anfotericina B, itraconazol, posaconazol e terbinafina. Dos isolados provenientes de amostras humanas, 125 foram identificados como S. brasiliensis e 17 como S. schenckii s. str. Por outro lado, 100% dos isolados de felinos foram identificados como S. brasiliensis. Em ambas as espécies foram detectadas a presença dos dois idiomorfos sexuais, entretanto, o MAT1-2 foi predominante, sugerindo que os isolados do estado do Espírito Santo possam ter sido originados do Rio de Janeiro. A esporotricose no estado assume um caráter epidêmico-urbano de forma abrupta nos últimos anos devido à espécie S. brasiliensis. Além disso, a terbinafina demonstrou ser o antifúngico com melhores resultados in vitro, embora na prática clínica o itraconazol segue sendo primeira escolha de tratamento. A esporotricose segue avançando no estado, portanto, estratégias de contenção da doença devem ser traçadas pelo sistema de saúde, a fim de evitar conter epidemias futuras da esporotricose.

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