SEGURANÇA e Imunogenicidade da Vacina Contra a Febre Amarela em Pacientes Com Doença Renal Crônica Dialítica

Nome: Jesiree Iglésias Quadros Distenhreft
Tipo: Dissertação de mestrado acadêmico
Data de publicação: 14/03/2022
Orientador:

Nomeordem decrescente Papel
Aloísio Falqueto Orientador

Banca:

Nomeordem decrescente Papel
Aloísio Falqueto Orientador
Crispim Cerutti Junior Examinador Interno
Dinair Couto Lima Coorientador
LAURO MONTEIRO VASCONCELLOS FILHO Examinador Externo

Resumo: A resposta imune e a segurança da vacina contra a febre amarela em renais crônicos dialíticos não são conhecidas. A imunossupressão característica da doença renal crônica poderia aumentar o risco de eventos adversos graves, não havendo uma recomendação específica quanto à segurança desta vacina em renais crônicos. O surto de febre amarela silvestre no Espírito Santo em 2017, na ocasião área indene, levou à necessidade de vacinação de uma população desprotegida. Indivíduos com doença renal crônica foram vacinados com base na decisão compartilhada do médico com o paciente. É conhecido que, para outras vacinas, esta população apresenta menores taxas de soroconversão, pico mais baixo de títulos de anticorpos e rápido declínio dos títulos comparado com indivíduos saudáveis. O objetivo deste estudo foi avaliar a segurança e a imunogenicidade da vacina contra a febre amarela em renais crônicos dialíticos. Foi realizado um estudo transversal com 223 pacientes crônicos em terapia dialítica, estando 211 pacientes (94,62%) em hemodiálise e 12 pacientes (5,38%), com mediana de tempo de terapia dialítica 4,5 e 7 anos, respectivamente. Apenas 11 pacientes foram vacinados antes de 2017, os demais foram vacinados ao longo dos anos 2017 e 2018. Do total de 223 pacientes entrevistados, 205 (91,93%) não apresentaram quaisquer eventos adversos após a vacinação. As manifestações locais, tais como dor e edema, ocorreram em 13 pacientes (5,83%), enquanto que 6 pacientes (2,7%) apresentaram manifestações sistêmicas gerais (tais como febre e cefaleia). Nenhum indivíduo apresentou evento adverso grave atribuível à vacina contra a febre amarela (reação de hipersensibilidade, doença neurológica aguda e doença viscerotrópica). Raça parda foi o único fator de risco para a ocorrência de eventos adversos. Foi realizado teste de neutralização por redução de placas de lise para avaliar a soroconversão. Um título de neutralização ≥1:20 foi considerado adequado e protetor. A soroconversão foi avaliada cerca de 35 meses após a vacinação em 71 pacientes. Destes, apenas 27 pacientes (38%) apresentaram título de neutralização adequado. Nenhuma característica clínica foi considerada como preditor para soroconversão. Este estudo sugere que a vacina contra a febre amarela seja segura em renais crônicos dialíticos. A vacina, no entanto, confere taxa de soroconversão muito abaixo do esperado para a população geral. Este estudo não pode predizer qual seria a dose ideal e/ou o número de doses que devem ser aplicadas para manter níveis adequados de anticorpos antes que o renal crônico seja submetido a um transplante renal.

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