Avaliação das Ações de Vigilância Epidemiológica e Controle da Esquistossomose Mansônica na Região Metropolitana do Espírito Santo

Nome: Mariana Ribeiro Zanela Arêas
Tipo: Dissertação de mestrado acadêmico
Data de publicação: 22/02/2022
Orientador:

Nomeordem decrescente Papel
Blima Fux Orientador

Banca:

Nomeordem decrescente Papel
Blima Fux Orientador
Carlos Graeff Teixeira Examinador Interno
Crispim Cerutti Junior Coorientador
NARCISA IMACULADA BRANT MOREIRA Examinador Externo

Resumo: A esquistossomose é uma doença parasitária causada pelo Schistosoma mansoni, de alta prevalência em áreas rurais. O Espírito Santo é um estado considerado de média endemicidade pela frequente ocorrência de casos. Este trabalho tem por objetivo avaliar as ações de vigilância epidemiológica e controle da esquistossomose mansoni no âmbito operacional em área endêmica do Espírito Santo. Foi realizado um estudo descritivo, de natureza quantitativa, no qual foram avaliados a série histórica de realização de exames entre os anos de 1995 e 2018, os recursos que os municípios possuem para realizar as atividades previstas pelo Programa de Controle da Esquistossomose (PCE) e a frequência de atividades de vigilância e controle previstas pelo PCE. Foi realizado cálculo de média e de frequências absolutas e relativas e, para avaliar a associação entre a média de realização de exames por habitantes e a realização das ações de controle e vigilância, foi realizado o teste exato de Fisher. É possível observar um declínio no quantitativo de realização de exames de busca ativa ao longo do período dos anos 1995 a 2018. Na avaliação das médias de exames, Conceição do Castelo e Laranja da Terra foram os que obtiveram a maior quantidade, com 3,6 exames por habitante e 250 exames a cada 1.000 habitantes no período entre os anos 1997 e 2014. A classificação/delimitação geográfica não foi realizada por 64,7% dos municípios. O inquérito coproscópico não tem sido realizado por 70,6% dos municípios. Ao todo, 76,5% dos municípios não realizam inquérito malacológico para investigar a taxa de infecção pelo S. mansoni. Quanto aos procedimentos de inquérito, 70,6% dos municípios testam e tratam os conviventes de um indivíduo com esquistossomose. As ações de saneamento básico para diminuir a prevalência da esquistossomose não são realizadas por 70,6% dos municípios. As atividades educativas comunitárias são realizadas em 64,7% deles. O teste exato de Fisher demonstrou que não há relação entre o quantitativo de realização de exames pelos municípios e a frequência de realização das atividades de: classificação/delimitação geográfica (p = 0,644), testagem/tratamento de conviventes (p = 0,384), saneamento básico (p = 0,178) e atividades educativas (p = 0,644). Em contrapartida, o teste demonstrou que há relação entre o quantitativo de realização de exames pelos municípios e a frequência de realização das atividades de inquérito coproscópico (p = 0,015) e atividades de inquérito malacológico (p = 0,008).

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