FATORES Intrínsecos e Extrínsecos Relacionados à Recidiva na Paracoccidioidomicose

Nome: Hosana Ewald Oliveira
Tipo: Dissertação de mestrado acadêmico
Data de publicação: 23/08/2021
Orientador:

Nomeordem decrescente Papel
Aloísio Falqueto Co-orientador
Creuza Rachel Vicente Orientador

Banca:

Nomeordem decrescente Papel
Aloísio Falqueto Coorientador
Creuza Rachel Vicente Orientador
Crispim Cerutti Junior Examinador Interno
Flávio de Queiroz Telles Filho Examinador Externo

Resumo: Introdução: A paracoccidioidomicose é uma doença de etiologia fúngica endêmica no Brasil que pode acometer qualquer órgão e apresentar recidiva. Objetivo: Identificar fatores de risco para a recidiva da paracoccidioidomicose. Métodos: Foi realizado um estudo caso-controle pareado com base nos dados de prontuários de pacientes com paracoccidioidomicose atendidos no Hospital Universitário Cassiano Antônio Moraes (HUCAM) entre 1978 e 2018. Para cada caso identificado foram sorteados quatro controles, considerando-se o pareamento por sexo, idade variando dez anos a mais ou a menos, e tempo de até dois anos de diferença no ano de diagnóstico. Foram avaliadas as variáveis: idade, sexo, profissão, município e estado de residência, município e estado onde foi adquirida a infecção, forma clínica da doença, hábitos de tabagismo e etilismo, principais órgãos acometidos, tempo de evolução da doença, resultados de testes diagnósticos, medicamentos usados para tratamento, tempo e adesão ao tratamento, e recidiva. Foram realizadas análises descritivas, estabelecida Curva Kaplan Meier, e desenvolvida Regressão Logística Condicional Simples. As variáveis significantes foram analisadas por meio de regressão logística condicional multivariada pelo método stepwise forward (P<0,20), com critérios de Akaike. Para medida de efeito foi calculada Odds Ratio para amostras pareadas (OR pareado), com nível de significância de 5%. Os dados foram analisados por meio do software R (versão 4.0.2). Resultados: Foram avaliados 788 prontuários de pacientes com paracoccidioidomicose e identificados 22 casos de recidiva, sendo 21 em homens, com média de idade de 44 anos. Dos pacientes com recidiva, 20 apresentaram histórico de tabagismo e 17 histórico de etilismo, enquanto, no grupo sem recidiva, estas frequências foram de 49 e 28, respectivamente. Histórico de tabagismo (p-valor = 0,0146) e etilismo (p-valor = 0,00115) apresentaram diferença estatisticamente significante entre os grupos, sendo que o risco de apresentar recidiva entre tabagistas e etilistas foi 6,66 (ORp IC 95% = 1,45 – 30,54) e 6,40 (ORp IC 95% = 2,09 – 19,58) vezes maior que naqueles sem estes hábitos, respectivamente. As frequências das outras variáveis analisadas não apresentaram diferença estatisticamente significante entre os grupos (p-valor > 0,05). Conclusão: O estudo buscou verificar a existência de associação entre a recidiva e o histórico de tabagismo e etilismo, adesão ao tratamento, medicamentos utilizados, presença de comorbidades e órgãos acometidos. Foi observada a influência do tabagismo, do etilismo, a presença de lesões em pele, e mais do que três órgãos acometidos pela doença com a ocorrência de recidiva da
paracoccidioidomicose.

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