DETECÇÃO DE GENES DE VIRULÊNCIA E CARACTERIZAÇÃO GENÉTICA DE Staphylococcus aureus RESISTENTES À METICILINA ISOLADOS DE INFECÇÕES MAMÁRIAS HUMANAS

Nome: Nayara Carvalho Silva
Tipo: Dissertação de mestrado acadêmico
Data de publicação: 10/12/2020
Orientador:

Nomeordem decrescente Papel
Ricardo Pinto Schuenck Orientador

Banca:

Nomeordem decrescente Papel
Fernanda Sampaio Cavalcante Examinador Externo
Moises Palaci Examinador Interno
Ricardo Pinto Schuenck Orientador

Resumo: Diversos microrganismos são capazes de causar infecções na mama, contudo, Staphylococcus aureus é o patógeno mais frequente, estando presente em cerca de 40 a 50% dos casos. Infecções causadas por S. aureus podem vir a tornarem-se mais graves em razão dos diversos genes de virulência que esta espécie pode carrear. O presente estudo teve como objetivo verificar a prevalência de S. aureus resistente à meticilina (MRSA) em infecções de mama de pacientes atendidas em um Hospital Universitário bem como pesquisar genes relacionados à virulência e caracterizar geneticamente estes isolados. A investigação foi realizada entre 2017 e 2019 e 75 pacientes foram arroladas no estudo. Os dados epidemiológicos das pacientes foram obtidos através dos registros em seus prontuários médicos. Os isolados foram submetidos a testes de susceptibilidade e testes moleculares para tipagem do SCCmec, do gene que codifica a proteína A e para determinar a relação genética entre as amostras. MRSA foi isolado em 43 (54,4%) casos. As amostras foram susceptíveis a maioria dos antimicrobianos testados, com exceção à ampicilina, ciprofloxacina, levofloxacina e eritromicina. O SCCmec IV foi detectado em todos os isolados, com prevalência do subtipo IVa (90,6%). Os genes que codificam a toxina PVL foram detectados em todos os isolados, bem como os genes clfA e clfB. Foi observada uma alta frequência de hemolisinas, sendo 93% dos isolados positivos para os genes hla, hld e hlg-2. O gene fnbB foi detectado em 81,3% e cna em 37,2% dos isolados. Os 43 isolados apresentaram apenas três pulsotipos geneticamente distintos (A-C), sendo 40 pertencentes ao pulsotipo A, que apresentou quatro subtipos (A1-A4). Amostras deste pulsotipo apresentaram o ST8 e seis tipos de spa type: t008, t1405, t1451 e t1767, sendo prevalente o t008 (36 amostras). O perfil genético dos isolados do pulsotipo A foi compatível com o denominado clone USA300. Este é o primeiro estudo a descrever a disseminação do clone USA300 PVL-positivo em infecções mamárias no Brasil. A presença de PVL e hemolisinas em infecções mamárias é preocupante e pode contribuir para o agravamento da infecção. Nenhuma relação epidemiológica aparente foi identificada entre as pacientes, deste modo, alguns hospitais/maternidades podem estar servindo como fontes para disseminação destes isolados que estão circulando na comunidade.

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