O vírus Zika na gestação:
Um estudo prospectivo em coorte de gestantes e seus conceptos

Nome: Camila Giuberti de Souza
Tipo: Tese de doutorado
Data de publicação: 14/12/2020
Orientador:

Nomeordem decrescente Papel
Reynaldo Dietze Orientador

Banca:

Nomeordem decrescente Papel
Fausto Edmundo Lima Pereira Examinador Interno
Marcelo Simão Ferreira Examinador Externo
Reynaldo Dietze Orientador
Rodrigo Ribeiro Rodrigues Examinador Interno
Sílvia Cristina de Paiva e Almeida Examinador Externo

Resumo: Zika vírus (ZIKV) é um vírus da família Flaviviridae, transmitido principalmente por
mosquitos do gênero Aedes. No início de 2015 foram confirmados os primeiros
casos de transmissão autóctone de vírus Zika no Brasil e a partir daí, a infecção pelo
ZIKV durante a gestação foi associada a ocorrência de um espectro malformações
congênitas no feto, sendo o mais marcante a microcefalia, o que levou a um alerta
de saúde global. Muitos aspectos da infecção pelo ZIKV ainda não estão claros,
dessa forma é crucial a execução de estudos que visam esclarecer aspectos sobre a
transmissão materno fetal e o acompanhamento, a longo prazo, das crianças
expostas ao ZIKV no período pré-natal. Sendo assim, o presente trabalho objetivou
compreender aspectos virológicos e imunológicos da infecção pelo ZIKV na
gestação e seu impacto nos primeiros anos de vida das crianças nascidas, através
de uma coorte de 58 casos suspeitos de infecção pelo Zika na gestação, ocorridos
no Espírito Santo, Brasil, entre anos de 2015 a 2017. Os resultados aqui obtidos
demonstraram que após uma infecção por ZIKV ocorrida durante o segundo
trimestre de gestação, o vírus pode, ainda, ser detectado no leite materno do pós
parto, porém sem sinal de transmissão para os recém-nascidos amamentados. Além
disso, demonstramos aqui que a infecção pelo ZIKV na gestação não prejudica a
transferência materno-fetal de anticorpos, tanto os específicos para ZIKV e flavivírus,
quanto aqueles produzidos pela vacinação prévia da mãe, e importantes para a
proteção do neonato. Mais ainda, pudemos observar que crianças expostas ao ZIKV
no período pré-natal, sem microcefalia ao nascimento, podem apresentar maior risco
de achados anormais no encéfalo observados em exame de imagem, no entanto,
apresentam desenvolvimento cognitivo normal nos primeiros 2 anos e meio de vida,
não diferente das crianças não-expostas ao ZIKV. Por fim, contribuímos para o
desenvolvimento de um antígeno viral com bom potencial para ser utilizado em
plataformas diagnósticas simples e capaz de sobrepor as limitações causadas por
reações cruzadas apresentadas pelos dos atuais testes sorológicos.

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