Análise da série histórica de malária residual em municípios do Espírito Santo com sistemas de Mata Atlântica no período de 2007 a 2018.

Nome: Gustavo Vital de Mendonça
Tipo: Dissertação de mestrado acadêmico
Data de publicação: 26/03/2019
Orientador:

Nomeordem decrescente Papel
Crispim Cerutti Junior Orientador

Banca:

Nomeordem decrescente Papel
Crispim Cerutti Junior Orientador

Resumo: A malária, há milhares de anos, tem se mantido como uma das mais importantes doenças infecciosas que ocorrem no homem. É causada por protozoários do gênero Plasmodium, sendo transmitida pela picada da fêmea infectada de mosquito do gênero Anopheles. A malária autóctone de Mata Atlântica, ou malária residual de sistemas de Mata Atlântica (RSMA), deve-se à presença das bromélias, cujos verticilos são utilizados para a reprodução dos mosquitos Anopheles do subgênero Kerteszia. Estes são considerados os vetores primários, tanto da malária humana como da malária símia, nesta região, o que gera discussão se a malária bromélia poderia ser considerada uma zoonose. No primeiro semestre de 2017, o Brasil vivenciou um grande surto de febre amarela, sendo que, até 31 de maio de 2017, foram notificadas, ao Ministério da Saúde, 3.850 ocorrências de morte de primatas não humanos, sendo 642 confirmadas para febre amarela por critério laboratorial ou vínculo epidemiológico. Objetivo: Avaliar o impacto da epizootia de febre amarela sobre os casos de malária residual de sistemas de Mata Atlântica. Avaliar associação dos fatores climáticos com a ocorrência da malária na região do estudo. Métodos: Foi desenvolvido um banco de dados contendo os casos de malária autóctone registrados nos municípios de Domingos Martins e Santa Teresa (n=244), região serrana do estado do Espírito Santo, entre os anos de 2007 e 2018. Realizou-se análise por meio de um modelo de regressão de Poisson com a adoção de uma média móvel de três meses. Modelos de Poisson puderam demonstrar correlação negativa entre a epizootia de febre amarela e o número de casos de malária. Resultados: Foi encontrada correlação positiva estatisticamente significante entre o número de casos de malária e a temperatura máxima média no mês anterior. O modelo adotado apresentou baixo poder de explicação dada a natureza multifatorial da cadeia de transmissão. Concluímos que os símios têm papel importante na ocorrência da malária de Mata Atlântica, mas a sua presença não é suficiente para explicar todos os aspectos existentes na complexa cadeia de transmissão. Palavras chaves: malária, epidemiologia, bromélia, distribuição de Poisson, febre amarela.

Acesso ao documento

Acesso à informação
Transparência Pública

© 2013 Universidade Federal do Espírito Santo. Todos os direitos reservados.
Av. Marechal Campos, 1468 - Bonfim, Vitória - ES | CEP 29047-105