ESTUDO Sobre a Dinâmica de Produção de Aerossóis Infectantes em Pacientes Com Tuberculose Pulmonar e Análise de Fatores associados a Sua Produção

Nome: Taline Canto Tristão
Tipo: Tese de doutorado
Data de publicação: 12/09/2018
Orientador:

Nomeordem decrescente Papel
Moises Palaci Orientador

Banca:

Nomeordem decrescente Papel
Fabíola Karla Corrêa Ribeiro Examinador Externo
Helder Mauad Examinador Externo
Jaime Manuel Pinto Combadão Examinador Interno
Liliana Cruz Spano Examinador Interno
Moises Palaci Orientador

Resumo: Acredita-se que a produção de aerossóis gerados pela tosse de pacientes portadores de tuberculose (TB) pulmonar possa ser uma medida mais eficaz para avaliar a infecciosidade do que o exame de baciloscopia e de cultura de micobactérias do escarro, uma vez que a tosse é provavelmente o reflexo mais importante do trato respiratório. Estudos anteriores (FENNELLY et. al., 2004; JONES-LÓPEZ et. al., 2013) reportaram o isolamento de bacilos viáveis dos aerossóis produzidos pela tosse de pacientes portadores de TB pulmonar, além disso os aerossóis foram isolados, quantificados e mensurados através da projeção de um equipamento denominado de “Cough Aerossol Sampling System “ (CASS). Nesse contexto, objetivou-se estudar a dinâmica de produção de aerossóis infectantes em pacientes com TB pulmonar e analisar fatores associados à sua produção. Para tanto foi realizada análise bacteriológica do escarro espontâneo de voluntários portadores de TB pulmonar, através da baciloscopia, cultura semiquantitativa, cultura quantitativa, além da avaliação da função pulmonar pelos métodos de espirometria e medida do fluxo expiratório forçado máximo. A classificação e quantificação dos aerossóis gerados pela tosse, se deram através de 4 colheitas do CASS, com 2 períodos de tosse de 5 minutos. Foi isolado Mycobacterium tuberculosis dos aerossóis gerados pela tosse de 12 dos 16 pacientes arrolados, equivalendo à 75% do total, os quais denominamos de
“pacientes CASS positivo” e, 4 pacientes (25%) que não houve isolamento de Mtb, denominados de “paciente CASS não detectável”. Não houve associação entre a extensão da doença e a capacidade de gerar aerossóis infectantes; as variáveis, esforço ao tossir, frequência da tosse e FEFmáx não são relevantes em relação a capacidade de gerar aerossóis infectantes; não se identificou associação entre os resultados positivos de baciloscopia, cultura e Xpert MTB/RIF® e a capacidade de produção de aerossóis infectantes; em razão aos diferentes padrões de isolamento de Mtb nas 4 colheitas do CASS, adotamos a seguintes classificação: paciente CASS positivo constante (PC); paciente CASS positivo intermitente (PI) e paciente CASS não detectável constante (NDC). Assim, segundo classificação adotada a maioria dos voluntários foram classificados como CASS PI, equivalendo a 10 dos 16 voluntários arrolados no estudo, 2 pacientes foram classificados como CASS PC e, 4 voluntários
classificados como CASS NDC; para classificação e quantificação das partículas
infectantes geradas pela tosse de pacientes portadores de TB pulmonar, são
necessárias apenas 3 colheitas do CASS.

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