CARACTERIZAÇÃO MOLECULAR DE ISOLADO PERSISTENTE DE Stenotrophomonas maltophilia

Resumo: Além da resistência aos antimicrobianos, outras estratégias importantes permitem à bactéria escapar da ação dos antimicrobianos, como a tolerância e a persistência. Estas estratégias são fortemente associadas com as infecções recalcitrantes e crônicas e já foram descritas como facilitadoras da aquisição de resistência a antimicrobianos (LEVIN-REISMAN et al., 2017; LEWIS, 2010). Estas células se caracterizam por lento crescimento ou fase lag prolongada. A formação de persistentes pode ocorrer de forma estocásticas ou ser induzida por condições ambientes estressantes. Tanto a formação estocástica de persistentes quanto a responsiva são controladas pelas mesmas vias de sinalização, sendo a via do penta/tetrafostato de guanosina ([p]ppGpp) e a da resposta SOS as principais já estudadas (HARMS; MAISONNEUVE; GERDES, 2016). As vias envolvidas na persistência têm em comum a inibição de etapas essenciais para o metabolismo bacteriano, desta maneira as células passam a ficar dormentes ou persistentes. Pelo exposto, e considerando o ineditismo do tema para S. maltophilia, nos propomos a aprofundar os estudos com uma cepa persistente (D25) obtida, in vitro, em trabalho anterior do grupo de pesquisa, identificando marcadores genéticos relacionados à persistência. Sequências do genoma completo da linhagem evoluída persistente de S. maltophilia (D25) serão comparadas com as sequências do genoma completo da linhagem parental (ATCC 13637) usando sequenciamento de nova geração, através da plataforma Illumina. Em suma, uma colônia será cultivada em caldo BHI até a fase estacionária, o DNA genômico será extraído e uma biblioteca de DNA será montada usando o kit Nextera XT DNA (Illumina). O sequenciamento será realizado usando o kit Miseq (v2; 500 ciclos) e analisado como descrito por Singh e colaboradores (2017). A detecção dos SNPs (do inglês, Single Nucleotide Polymorphism) será verificada por re-sequenciamento dos genes candidatos pelo método de sequenciamento de Sanger usando o Kit BigDye Terminator (v3.1) com iniciadores específicos forward e reverse para cada locus alvo. A informação estrutural e evolutiva para as proteínas afetadas por SNPs não sinônimos será avaliada usando bancos de dados de proteínas. As sequências de “toleroma completo” serão disponibilizadas em bancos de acesso público.

Data de início: 03/09/2019
Prazo (meses): 36

Participantes:

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Coordenador KÊNIA VALÉRIA DOS SANTOS
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