EVOLUÇÃO do Strongyloides Venezuelensis Em
camundongos Submetidos ao Etilismo Agudo

Nome: Caroline Ohnesorge Maia
Tipo: Dissertação de mestrado acadêmico
Data de publicação: 15/06/2015
Orientador:

Nomeordem crescente Papel
Fausto Edmundo Lima Pereira Orientador

Banca:

Nomeordem crescente Papel
Maria da Penha Zago Gomes Suplente Externo
Fausto Edmundo Lima Pereira Orientador
FABIO RIBEIRO BRAGA Examinador Externo
Blima Fux Examinador Interno
Aloísio Falqueto Suplente Interno

Resumo: A prevalência de Strongyloides stercoralis em alcoolistas crônicos é maior do que em não alcoolistas. Como os mecanismos envolvidos nesta maior prevalência não estão esclarecidos, planejamos verificar o efeito da intoxicação etílica na evolução do S. venezuelensis em camundongos, modelo considerado semelhante ao S. stercoralis. Foram utilizados dois modelos de intoxicação etílica: (a) um episódio de etilismo agudo (7mg/g peso corporal de etanol a 40%, por gavagem (grupo EA); (b) três episódios de etilismo agudo (5mg/g
peso corporal a 40%) com intervalo de uma semana, em camundongos tratados com etanol a 15% na água de consumo nas três semanas e durante o período após a infecção (grupo EA/C). Camundongos suíços machos foram infectados uma hora após a gavagem do etanol, com 700 L3 de Strongyloides venezuelensis. A evolução da infecção foi acompanhada por: (a) contagem de
ovos nas fezes diariamente até o seu completo desaparecimento; (b) contagem de larvas no pulmão 48 h após a infecção; (c) contagem de vermes adultos no intestino no 8º (grupo EA) ou 9º dia (grupo EA/C) após a infecção. Foi realizada a contagem global de leucócitos e de eosinófilos com intervalo de 4 dias a partir do segundo dia após a infecção. Os resultados mostraram: (1) nos dois grupos que receberam o etanol a contagem de ovos e o número de vermes
recuperados do intestino foram maiores do que nos respectivos grupos
controle; (2) no grupo EA o número de larvas recuperadas no pulmão foi maior do que no grupo controle, o que não foi observados no grupo EA/C; (3) não houve diferença significativa no comportamento dos leucócitos totais e dos eosinófilos, embora houvesse uma tendência de número menor no segundo dia após a infecção nos grupos tratados com etanol. Em conclusão, um episódio, ou três episódios com intervalo de uma semana de etilismo agudo em animais recebendo etanol a 15%, alterou a cinética da infecção de S. venezuelensis em
camundongo, com aumento na eliminação de ovos e na recuperação de vermes adultos do intestino, sem diferenças relacionadas ao modelo da intoxicação etílica.

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