Desempenho da Técnica de Citometria de Fluxo, No
diagnóstico Precoce da Toxoplasmose Congênita

Nome: Aline de Castro Zacche Tonini
Tipo: Dissertação de mestrado acadêmico
Data de publicação: 04/12/2014
Orientador:

Nome Papelordem crescente
Elenice Moreira Lemos Orientador

Banca:

Nome Papelordem crescente
Daniel Claudio de Oliveira Gomes Suplente Interno
NARCISA IMACULADA BRANT MOREIRA Suplente Externo
Elenice Moreira Lemos Orientador
Blima Fux Examinador Interno
GEISA BAPTISTA BARROS Examinador Externo

Resumo: O diagnóstico de rotina pós-natal da toxoplasmose congênita é baseado na detecção de anticorpos IgM e/ou IgA anti-T. gondii no soro dos neonatos. No entanto, em um número significativo de neonatos infectados esses anticorpos não são detectados, dificultando o diagnóstico precoce da doença. Portanto, neste estudo foi avaliado o desempenho da pesquisa de anticorpos anti-T. gondii por citometria de fluxo no diagnóstico sorológico pós-natal precoce da toxoplasmose
congênita. Foram avaliados 88 amostras de soro de crianças com infecção congênita pelo T. gondii (TOXO) e 19 amostras de soro de crianças não infectadas (NI). A sensibilidade do teste foi de 47,6% para IgM, 72,6% para IgA e 75% para IgG, com 100% de especificidade para todos os testes. Quanto a pesquisa de subclasses de IgG, a sensibilidade foi de 73,9% para IgG1, 60,2% para IgG2 e 83%
para IgG3 com 100% de especificidade para todos os testes. A sensibilidade de IgG4 foi superior às demais, alcançando 94,7%, embora apresentou uma baixa especificidade de 4,6%. A pesquisa da avidez de IgG quando aplicada para segregação dos grupos TOXO e NI, apresentou um ótimo desempenho com 97% de sensibilidade e 93% de especificidade. Foi também realizado uma análise comparativa da presença de IgG e IgG3 em crianças do grupo TOXO e NI com suas
respectivas mães. Nossos resultados mostraram que as crianças infectadas apresentaram uma reatividade média desses anticorpos equivalentes a de suas respectivas mães, o que sugere estarem sintetizando estes anticorpos em resposta a infecção pelo T. gondii. Em contraste, as crianças não infectadas apresentaram uma menor reatividade média desses anticorpos em relação à suas respectivas
mães. Além disso, nosso estudo propôs um algoritmo para o diagnóstico da toxoplasmose congênita utilizando o teste de IgM por métodos convencionais disponíveis na rotina dos laboratórios clínicos como estratégia inicial seguido da pesquisa de IgG3 e avidez de IgG pela citometria de fluxo com desempenho final de 98% de sensibilidade e 93% de especificidade. A análise dos dados demonstrou a aplicabilidade da citometria de fluxo para a pesquisa de anticorpos IgG3 e avidez de
IgG anti-T. gondii como uma ferramenta complementar para o diagnóstico precoce da toxoplasmose congênita.

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