AVALIAÇÃO da Concordância Entre Os Testes
tuberculínico e Quantiferon®-tb Gold In Tube No
diagnóstico da Infecção Latente Pelo Mycobacterium
tuberculosis em Crianças e Adolescentes

Nome: Patrícia Marques Rodrigues Boni
Tipo: Dissertação de mestrado acadêmico
Data de publicação: 06/07/2015
Orientador:

Nomeordem decrescente Papel
Angelica Espinosa Barbosa Miranda Co-orientador
Reynaldo Dietze Orientador

Banca:

Nomeordem decrescente Papel
Angelica Espinosa Barbosa Miranda Coorientador
Clemax Couto Sant'Anna Examinador Externo
Margareth Maria Pretti Dalcolmo Examinador Externo
Moises Palaci Examinador Interno
Reynaldo Dietze Orientador
Rodrigo Ribeiro Rodrigues Suplente Interno

Resumo: Uma das principais características do M. tuberculosis (Mtb) refere-se a
sua capacidade de produzir infecção latente. A Organização Mundial de Saúde (OMS) estima que dois bilhões de pessoas estejam infectadas pelo bacilo da tuberculose, e que, somente 10% dessas, desenvolvem doença ativa. Até recentemente o único exame laboratorial disponível para o diagnóstico da infecção latente pelo Mtb era a prova tuberculínica (PT). Entretanto, algumas de suas limitações estimularam o desenvolvimento de ensaios de liberação de interferongama por linfócitos T em resposta ao desafio de antígenos sintéticos específicos do Mtb (ESAT-6, CFP-10 e TB7.7). O objetivo do nosso estudo foi avaliar a concordância entre a prova tuberculínica e o teste QuantiFERON®-TB Gold in tube, no diagnóstico da infecção latente pelo Mtb, em crianças e adolescentes, contatos domiciliares de casos índices com doença pulmonar bacilífera. Métodos: Estudo comparativo, conduzido na Região Metropolitana de Vitória-ES, no período de Março
de 2008 a Outubro de 2013. Dados clínicos, demográficos e epidemiológicos foram coletados de todos os participantes. A infecção latente pelo Mtb foi mensurada através da PT e do QFT-GIT. Definiu-se latência através da positividade da PT (induração ≥ 10mm) e do QFT-GIT (controle negativo ≤8.0 UI/mL, Antígeno TB menos controle negativo ≥0.35 UI/ml e ≥25% do valor do controle negativo). Os
voluntários da pesquisa foram avaliados pelos dois testes entre oito a dez semanas após a identificação dos respectivos casos índices. O teste Kappa foi utilizado na comparação dos resultados dos testes para avaliação da concordância entre eles. Os fatores associados com a positividade de ambos os testes na análise bivariada (p≤0,30) foram incluídos no modelo multivariado (regressão logística), sendo calculadas as razões de chance (OR) e os IC95%. Resultados: Foram arrolados 291 participantes. A concordância global entre os resultados da PT e do QFT-GIT foi elevada (87,6%) - k 0,75 [IC 95%: 0,63-0,86]. Nos indivíduos com idade ≤ 5 anos a concordância foi ainda maior (93,65%) - κ 0,87 [IC 95%: 0,63-1,12]. Não houve associação estatisticamente significativa entre a presença de cicatriz ao BCG e a
positividade dos dois testes. Houve uma correlação positiva entre o tamanho da induração da PT e probabilidade de positividade do QFT-GIT. Conclusão: Não há vantagem na utilização do QFT-GIT em relação à PT. O segundo mês após a identificação do caso índice seria o tempo recomendado para a realização dos testes em questão.

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