Detecção por PCR em tempo real de vírus respiratórios em infecção respiratória aguda do trato superior, Vitória-ES.

Nome: Ronaldo Bragança Martins Júnior
Tipo: Dissertação de mestrado acadêmico
Data de publicação: 11/05/2012
Orientador:

Nomeordem decrescente Papel
Liliana Cruz Spano Orientador
Rita Elizabeth Checon de Freitas Silva Co-orientador

Banca:

Nomeordem decrescente Papel
Ana Paula Ferreira Nunes Examinador Interno
Liliana Cruz Spano Orientador
Marilda Agudo Mendonça Teixeira de Siqueira Examinador Externo
Moises Palaci Suplente Interno
Rita Elizabeth Checon de Freitas Silva Coorientador

Resumo: Os vírus são os principais contribuintes para a morbidade e mortalidade por infecções respiratórias agudas (IRA) do trato respiratório superior e inferior, em todas as faixas etárias. O objetivo desse estudo foi determinar a frequência de vírus respiratórios clássicos, através de metodologia convencional (imunofluorescência) e de vírus respiratórios clássicos e emergentes através da reação em cadeia pela polimerase, no formato "multiplex" em tempo real com transcrição reversa (RT-rtPCR multiplex), em espécimes de indivíduos com IRA, atendidos em Pronto-Atendimento e em Unidade Básica de Saúde, situados no município de Vitória, Espírito Santo. Foram obtidos aspirados de nasofaringe de 162 indivíduos entre os meses de agosto de 2007 a agosto de 2009. Os espécimes foram testados para presença de vírus sincicial respiratório (VRS), parainfluenza 1, 2, 3 (PIV-1-3), adenovírus (AdV) e vírus influenza A e B (Flu A/B) através de reação de imunofluorescência indireta (RIFI). Ácido nucleico foi extraído das amostras clínicas por meio do kit "MagNA Pure LC Total Nucleic Acid Isolation" (ROCHE, versão 12.0), através de método automatizado. Com o RT-rtPCR multiplex foram investigados os seguintes patógenos respiratórios virais e bacterianos: (i) FluA, (ii) FluA H1N1 (pandêmico) ; (iii) FluB; (iv) rinovírus (HRV); (v) coronavírus NL63 (Cor63), 229E (Cor229), OC43 (Cor43) e HKU1 (CorHKU); (vi) PIV1-4; (vii) metapneumovírus humano A e B (HMPV A/B); (viii) VSR A/B; (ix) AdV; (x) enterovírus (EV); (xi) parechovírus (PV); (xii) bocavírus humano (HBoV); (xiii) Mycoplasma pneumoniae, Chlamydophila pneumoniae, Haemophilus influenzae, Staphylococcus aureus e Streptococcus pneumoniae. Foram encontrados, através de RIFI, 32 (19,7%) amostras positivas para os seguintes vírus: 13 FluA (8.1%), 9 FluB (5.6%), 2 PIV-1 (1.2%), 2 PIV-3 (1.2%) e 6 VSR (3.7%). Não houve amostras positivas para AdV e PIV2. Através de RT-rtPCR foram detectadas 72 (44%) amostras positivas, com os seguintes resultados: 2 FluA H1N1 pandêmico (1.2%), 6 FluA (3.7%), 10 FluB (6.2%), 13 HRV (8%), 3 Cor43 (1.9%), 1 Cor63 (0.6%), 1 CorHKU (0.6%), 3 PIV-1 (1.9%), 1 PIV-2 (0.6%), 4 PIV-3 (2.5%), 2 PIV-4 (1.2%), 5 HBoV (3.1%), 5 HMPV (3.1%), 1 AdV (0.6%), 2 EV (1.2%), 1 PV (0.6%) e 12 VSR (7.4%). Não houve amostras positivas para Cor229. Foram observados seis casos de infecção mista viral (VSR/FluA, VSR/HBoV, VSR/COR63, HRV/HBoV, HRV/PIV-3, Cor43/HMPV). O uso da técnica de RT-rtPCR multiplex aumentou a detecção viral em 24,3 % e permitiu evidenciar a circulação de todos os vírus respiratórios de importância médica nos casos de IRA estudados. Foram mais prevalentes o HRV, em todas as faixas etárias, e tanto o HRV quanto o VSR nas crianças de 0 a 2 anos. Os vírus respiratórios emergentes (HBoV, HMPV, FluA H1N1, Cor63 e CorHKU) foram encontrados com freqüência de 8,6%. Estudos posteriores esclarecerão o perfil epidemiológico das viroses respiratórias na região metropolitana de Vitória.

Palavra Chave: acute respiratory infections, real-time reverse transcription-multiplex PCR, emerging respiratory viruses.

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