IMPACTO DO BIOFILME DE ESCHERICHIA COLI ENTEROAGREGATIVA NA SUSCEPTIBILIDADE A ANTIMICROBIANOS

Nome: Mariana Teixeira Gonçalves
Tipo: Dissertação de mestrado acadêmico
Data de publicação: 27/09/2017
Orientador:

Nomeordem decrescente Papel
Liliana Cruz Spano Orientador

Banca:

Nomeordem decrescente Papel
André Luis Souza dos Santos Examinador Externo
Liliana Cruz Spano Orientador
Moises Palaci Examinador Interno

Resumo: Escherichia coli enteroagregativa (EAEC) é um patógeno emergente causador de diarréia aguda e persistente em todo o mundo. A formação de biofilme, um aspecto notável da sua patogenicidade, está relacionada à persistência da infecção e requer tratamento antimicrobiano, sendo sugerido o uso de ampicilina, quinolona, sulfametoxazol/trimetoprim e tetraciclina. Como as técnicas habituais de determinação de suscetibilidade não refletem a atividade em biofilme tivemos como objetivo determinar a concentração mínima inibitória de biofilme (MBIC) de nove antimicrobianos de oito classes, e determinar a concentração mínima de erradicação do biofilme (MBEC), por meio do sistema Calgary (peg-lid), para amostras clínicas de EAEC, para as cepas protótipos EAEC 042 e EAEC 17-2 e para cepa de referência ATCC 25922. Concentração mínima inibitória (CMI) foi determinada para 35 amostras por diluição em ágar e foram selecionadas 20 sensíveis aos antimicrobianos ampicilina, cefotaxima, ceftriaxona, cloranfenicol, ciprofloxacina, tetraciclina e tobramicina e 19 a sulfametoxazol/trimetoprim para determinação da MBIC. Biofilme foi formado em Meio Mínimo de Eagle Modificado por Dulbecco com glicose 0,4% e foram determinados o tempo de maturação do biofilme e a intensidade de formação, tanto no poço da microplaca quanto no peg-lid. A maturação do biofilme foi atingida com 24 h; oito e 12 amostras foram classificadas como fortes e fracas formadoras de biofilme, respectivamente. Biofilme de 24 h foi submetido a diluições dobradas dos antimicrobianos em caldo Mueller-Hinton ajustado com cátion e densidade óptica a 650 nm (DO650) foi medida após a recuperação do biofilme por ultrasom, antes e após a incubação a 37ºC por 6 horas. A MBIC revelou que os biofilmes foram: (i) 100% (20/20) resistentes à tetraciclina, cloranfenicol e sulfametoxazol/trimetoprim e 90% (18/20) à ampicilina; (ii) 90% (18/20) com resistência intermediária à ceftriaxona e cefotaxima, (iii) 95% (19/20), sensíveis à ciprofloxacina, 80% (16/20) à cefoxitina e 75% (15/20) à tobramicina. Biofilme aumentou a concentração inibitória dos antimicrobianos em 2 vezes a até 4.266,7 vezes a CMI e amostras fortes formadoras aumentaram a MBIC de ampicilina, ceftriaxona e tobramicina mais do que as fracas formadoras (p<0,05). A MBEC foi sempre superior à MBIC e à última concentração testada, com exceção de cefoxitina e cefotaxima para uma amostra. Tempo de maturação de biofilme de 48h, e 72h não interferiu na MBIC. Em conclusão, a ciprofloxacina apresentou ótima atividade para biofilme de EAEC, seguida por cefoxitina e tobramicina e que não devem ser preconizados os antimicrobianos que se mostraram ineficazes como ampicilina, sulfametoxazol/trimetoprim e tetraciclinas para tratamento de infecção por EAEC.

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